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Santiago de Compostela

SANTIAGO DE COMPOSTELA é, juntamente com Jerusalém e Roma, um dos lugares de peregrinação mais importantes do mundo. A maioria dos peregrinos utilizam o Caminho Francês, que começa em Roncesvalles ou em Saint Jean Pied de Port, passando através de Espanha, em direcção a Santiago de Compostela.
Este percurso tem cerca de 900 Km de extensão. Algumas pessoas começam a peregrinação nas suas terras natais, inclusivamente na Alemanha e na Áustria, de forma que podem assim juntar-se mais 1000 Km ao itinerário.
A catedral de Santiago de Compostela é um dos pilares do cristianismo.
A cidade de Santiago de Compostela alberga 46 igrejas 114 campanários, 288 altares e 36 congregações.
A história de Santiago de Compostela relata-nos uma arquitectura religiosa e muito antiga.
Podem ser admirados exemplares excepcionais, como, por exemplo, dois anjos do século XIV com óculos, integrados num alto-relevo, ou uma Virgem Maria grávida, na entrada de uma igreja.

A origem de Santiago de Compostela
O nome de Santiago de Compostela compõe-se de duas partes, São Tiago - o apóstolo, e Compostela - Campus stellae, cuja tradução quer dizer "Campo de estrelas".

Este Campo de estrelas refere-se à lenda da origem desta cidade. Reza a referida lenda que, no ano 813, um habitante, de nome Pelayo, estando no local em que hoje se encontra a cidade, viu luzes e sinais no céu.
Seguiu as pistas sugeridas pelos sinais e encontrou o túmulo e os restos mortais de São Tiago e dos seus discípulos. Relatou o sucedido ao Bispo Teodomiro de Iria Flavia, localidade situada a 20 Km de Santiago de Compostela.
O bispo mudou a sede do bispado para Compostela e informou o Rei Alfonso II daquilo que tinha sucedido.
O Rei chegou ao lugar e ordenou a construção da primeira capela de Santiago de Compostela, para protecção do apóstolo e para que o recordassem.
Assim foi sendo edificada, passo a passo, a cidade actual, que ainda encerra um centro muito antigo.

Com a descoberta do túmulo do apóstolo São Tiago no ano 813, Santiago de Compostela tornou-se num dos centros de peregrinação mais importantes do mundo.
Os motivos que levam a empreender a viagem pelo Caminho Francês em direcção a Compostela são extremamente variados.

A busca da santificação ou o maravilhoso caminho, já não são actualmente as únicas intenções dos viajantes.
A procura de si próprio, a arte ou a ideia de chegar a pé ao fim do mundo são as razões que levam o peregrino a percorrer um caminho tão longo.
É uma tradição que remonta a tempos imemoriais e que os nossos antepassados cumpriram, transmitindo-nos a sua sabedoria, crenças, ideias e imaginação. Embora existam diversos caminhos, que começam na Alemanha, Suiça, Itália e Holanda, dirigindo-se em direcção à fronteira espanhola, a partir daqui há realmente apenas um caminho prinicipal até Compostela: o CAMINHO FRANCÊS.
O primeiro troço do caminho subdivide-se entre Aragão e Navarra, encontrando-se nesta última região, onde o CAMINHO FRANCÊS começa, atravessando Navarra, La Rioja, Castela, Leão e a Galiza para, finalmente, chegar a Compostela.
Para além deste caminho principal, existe o mais antigo, embora menos frequentado, Caminho Asturiano, o CAMINHO DO NORTE, que, paralelamente ao Mar Cantábrico e percorrendo o País Basco, Cantábria, Astúrias e Galiza conduz a Compostela.
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São Tiago era filho do pescador Zebedeo e de Salomé.
O seu irmão mais novo era João. Devido ao seu enorme fervor, Jesus conferiu-lhes o título de "filhos do trono" (Evangelho segundo São Marcos, Capítulo 3, Versículo 17). São Tiago (também chamado Santiago) é, para além do seu irmão João e de Pedro, um dos discípulos predilectos de Jesus que estiveram presentes durante a revelação, permanecendo junto a Ele no Jardim de Getsemane durante as horas que precederam a Sua morte.

Segundo a tradição, pregou o Evangelho durante o Pentecostes próximo da cidade de Samaria - actualmente Shomron- e em Jerusalém.
Partiu para Espanha no ano 43 d.C. para pregar.
Ao voltar, foi decapitado pelo Rei Herodes Agripa I da Judeia.
Santiago foi o primeiro mártir de entre os apóstolos (Apóstolos, Capítulo 12, Versículos 1-2).
Foi trasladado pelos seus dois discípulos de barco até à Galiza, para finalmente ser aqui enterrado.

Em 1985, a Catedral de Santiago de Compostela foi declarada Patrimonio Mundial da Cultura pela UNESCO.
A fachada principal chama-se Obradoiro, o que quer dizer "trabalho de ourives", porque a fachada foi trabalhada de forma muito artística e detalhada por pedreiros em princípios do século XVIII.

A superfície da catedral alcança os 23000 metros quadrados.
A primeira construção foi uma capela, durante o reinado de Alfonso II, entre os anos 791 e 842.
A igreja de então foi destruída pelas lutas contra os Mouros e pelos levantamentos dos camponeses.
A construção da catedral actual iniciou-se em 1077, durante o reinado de Alfonso VII.
O túmulo do apóstolo Santiago encontra-se sob o altar na parte Leste da catedral. O famoso Pórtico do Mestro Mateo, na entrada Oeste, é considerada uma obra-prima da arquitectura.
O portal Sul é a única entrada românica, datando do século XI.
Foi no século XIV que se falou a primeira vez do Botafumeiro.
Para louvor a Deus e como solução original para disfarçar o cheiro dos peregrinos, o Botafumeiro encontra-se pendurado por corda com 30 metros de comprimento. Ocasionalmente, é agitado por oito homens até tocar quase o tecto da catedral. Nunca se sabe quando isto ocorre exactamente, mas se tiver sorte pode assistir a esta acção.
O Botafumeiro antigo tem 1,60 m de altura e pesa 80 kg.


Fonte: http://www.costasur.com/